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BRASIL, Sul, CURITIBA, Homem, de 46 a 55 anos, Livros, Viagens, Vinhos e Atlético Paranaense.



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    UM FURACÃO PELO BRASIL, blog passional de luiz carlos schroeder


    Eu sou atleticano!

    A vida nem sempre nos oferece oportunidades. Mas às vezes as circunstâncias abrem caminhos que estavam fechados. E muitas dessas vezes não abrimos os olhos e não aproveitamos o ensejo. Quem viu o jogo de ontem, seja ao vivo ou pela televisão, compreende muito bem o que estou falando. O Atlético joga bem, mantém a posse da bola, troca passes curtos e certos, domina o jogo. Mas não chuta! E quem não chuta, não faz gol. E quem não faz gol, toma! E se o adversário fizer mais gols, a  gente perde. O futebol é assim. Simples. Sem segredos. E é exatamente por ser simples e facimente compreensível que o futebol se tornou o esporte das multidões. No mundo inteiro!

    Multidão atleticana no "Caldeirão do Diabo", o velho Estádio Joaquim Américo

    É sabido que o Atlético tem uma das melhores estruturas do futebol nacional. Disputa com os dois grandes times mineiros para saber quem tem o melhor e mais moderno centro de treinamento do país. Consta que é um dos poucos clubes brasileiros que paga salários em dia. Dizem que o rubro-negro oferece aos seus jogadores um clima tranquilo e sereno para a realização cotidiana do seu trabalho. Mas nos últimos tempos não tem havido o retorno esperado. Nos últimos tempos o time tem desiludido o torcedor. O Furacão é cada vez menos um time vitorioso. Não empolga. Não entusiasma. Não encanta. Não emociona.

    "Rubro-negro é quem tem raça", diz o nosso hino - que a torcida enfeita em mosaico

    Parece que esse grupo de jogadores não tem um verdadeiro comprometimento. Parece que esse grupo de jogadores ainda não se reuniu e tomou a decisão de querer se classificar para a Primeira Divisão. Parece que esse grupo de jogadores joga sem emoção. A esse time falta vontade, falta raça, falta dedicação. A esse time falta vestir a camisa do Atlético. Não apenas usá-la. Essa camisa é preciso vestir com dignidade. Essa camisa foi feita para ser encharcada de suor. Essa camisa foi feita para - se preciso for - ser rasgada pelo adversário na nossa corrida para o gol. Esse uniforme não foi feito para, ao final de uma partida, continuar limpinho. Quem não põe a bunda no chão e não suja o calção durante os noventa minutos, está no lugar errado.

    Édson, aquele da família Arantes do Nascimento, não tinha medo de sujar o calção

    Ainda há tempo. Faltam onze rodadas. Ficou mais difícil. Para garantir o acesso, precisamos de oito vitórias. Quem sabe seja possível com menos de 70 pontos. Ficou bem mais difícil, mas ainda é possível. Mas mais do que a matemática da professora loira, é hora de mexer com os brios desses homens. São homens? Têm brio? Têm sangue correndo nessas veias? Estão dispostos a dar o suor e o sangue? Querem subir pra Primeira Divisão? Querem fazer jus aos altos salários? Querem ficar na história do Atlético?  Ou querem ter suas passagens por aqui lembradas apenas como sanguessugas, preguiçosos ou medíocres?

    O pequeno Gabriel, mais um paulista atleticano, merecia muito mais na sua primeira vez num estádio de futebol

    Eu não sou comentarista. Eu sou atleticano. Eu sou torcedor. Os jogadores vão embora, eu fico. Eles passam, o clube permanece. Essa gente vai embora, mas na história do meu clube não há lugar para quem não entregar a última gota de suor que dispõe. E quem não quer se empenhar, que vá embora. Tire a camisa. E abandone o clube. Aqui só há lugar para vencedores. Aqui não tem lugar para jogador "meia-boca". Aqui tem que ser cabeça, tronco e membros. Aqui é lugar de sangue, coração e alma. Aqui é o Clube Atlético Paranaense!


    As meninas viajaram 1.000 kms, de ônibus, para ver a melhor defesa do campeonato errar duas vezes

    Amanhã, com mais tranquilidade e calma, escreverei sobre a simpática Bragança Paulista, seu povo, o estádio, a torcida atleticana e o jogo de ontem.



    Escrito por Luiz Carlos Schroeder às 15h10
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    Lorena não vai "estar podendo ir"...

    Os nossos dois próximos adversários jogaram na semana passada. Em Bragança Paulista, o Bragantino ganhou do América-MG por 2x0. Depois disso o time mineiro já jogou novamente e perdeu em casa por 2x1 para o Barueri. Isso mostra duas coisas: o Bragantino é um adversário difícil quando joga em casa e o América-MG virá jogar aqui, no próximo sábado com duas derrotas "nas costas". E neste sábado vamos a Bragança Paulista, enfrentar o Bragantino. E ainda não esquecemos que esse time nos tomou dois pontos (0x0) no primeiro turno, em Paranaguá, naquele tarde em que o estreante Jorginho chamou nosso time de "fedido".

    O centro, o bosque, estádio, o lago e o aeroporto - esta é Bragança Paulista

    Vou a Bragança Paulista chateado, desapontado, um pouco triste. A minha amiga Lorena Bueri me ligou agora há pouco, dizendo que não vai "estar podendo ir" no sábado. Mudou pra capital e já fala o português paulistano, como verbo auxiliar e muito mais! Contava com ela me recepcionando, me mostrando a cidade, me apresentando tudo. É uma pena! Mas, de qualquer forma, estaremos na terra do libanês Nabi Abi Chedid (nasceu em Ramarith).

    http://www.portalpower.com.br/wp-content//uploads/2012/02/musa-paulistao-bragantino.jpg

    Lorena Bueri, a musa do Bragantino

    Os que têm mais de 50 anos certamente lembram do Nabi Abi Chedid. Folclórico, foi deputado estadual por dez mandatos (40 anos ininterruptos), de 1962 a 2002. Envolveu-se em várias confusões, era defensor da ditadura militar e grande amigo de Paulo Salim Maluf e José Maria Marin, atual presidente da CBF. Nabi foi presidente do Bragantino, da Federação Paulista de Futebol e da Confederação Brasileira de Futebol. Faleceu em 2006 e virou nome do estádio local. Seu filho, o Marquinhos (Marco Antônio Nassif Abi Chedid), que já foi deputado federal (atualmente é vereador), preside o clube há muitos anos.

    José Maria Marin, então vice-governador de Paulo Maluf, toma posse na presidência da FPF em 1982, recebendo o cargo de Nabi Abi Chedid

    O jogo será difícil, como dificílimos serão todos os demais jogos que teremos pela frente. Não há moleza! Como diria o meu amigo argentino - o filósofo do "Bife Sujo" - "Para ser un campeón, se debe ganar!" Abrindo um parênteses, no último jogo, contra o Ceará, fui abordado no Ecoestádio por um leitor do blog. Ele acha que conheceu o filósofo do "Bife Sujo", queria saber o nome e se tenho foto do argentino. Tenho algumas fotos do filósofo - que não gostava de ser fotografado. Ele não gostava de fotografias, pois tinha fugido para o Brasil, logo após o golpe militar de 1976. Aqui, mudou de nome e tinha medo de ser reconhecido pelos agentes da Operação Condor. Com filosofia de bar, ou não, temos mais um desafio pela frente. E esperamos, todos nós, que o time jogue com vontade e esteja atento desde o primeiro minuto de jogo.

    Vamos subir, Furacão!!!



    Escrito por Luiz Carlos Schroeder às 16h34
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    Mais matemática, professora!

    A professora de matemática que o Furacão contratou já deu suas primeiras aulas lá no CT do Caju. Alunos aplicados serão recompensados no final de novembro. Gazeteiros e soberbos tendem a não passar de ano. Ao que parece - pelo que se vê das tabelas, planilhas, cursos e palestras - só a nota 70  garante o acesso à Primeira Divisão. É quase certo o acesso com 69 pontos e bem possível com 68. Com menos, a manter-se a média dos seis primeiros, é praticamente impossível. Quem quiser "tirar a prova", basta clicar no site do pessoal do Departamento de Matemática da UFMG, pois os mineiros têm estudado muito a matemática do futebol.

    Leonardi, de Ponta Grossa, torce em pé para calcular melhor (o rapaz antes dele é seu filho Henrique, o menino da foto de 03/08/2012)

    Já o gaúcho Tristão Garcia, homem da Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - que se tornou famoso no final dos anos 1990 pela aplicação da matemática ao futebol -, diz que o Atlético, apesar de estar em quinto lugar, deve ser um dos quatro classificados. Veja a entrevista dele clicando no site do TerraTV. O certo é que o meu amigo argentino, já falecido, o filósofo do "Bife Sujo", dizia que - se a matemática mandasse no futebol - Arquimedes e Pitágoras certamente teriam formado "un dúo mortal en el ataque de Boca Júniors".


    Sábado, na saída do Ecoestádio, todos eram matemáticos

    Na verdade, diante da alta média de pontos dos seis primeiros classificados, os matemáticos de toda ordem falam que só 70 pontos garantem realmente a classificação. E é com esse número que devemos trabalhar. Já fizemos 46 pontos em 26 rodadas. Restam mais 12 jogos. Ou seja, restam mais 36 pontos a serem disputados. Destes 36 precisamos fazer 24 pontos. Esse é o número mágico. Necessitamos ganhar 2/3 (dois terços) dos pontos que disputaremos até o dia 22 de novembro.

    Como todos sabemos,  a professora de matemática contratada pelo Furacão é uma loira

    E, assim, voltamos àquele número de 8 pontos a cada 12 disputados, sobre os quais eu já havia escrito logo após o jogo contra o Joinville. Vamos de novo dividir os próximos 12 jogos em três grupos de quatro. Em cada grupo, necessariamente precisaremos fazer 8 pontos. O primeiro grupo será de jogos contra Bragantino (fora), América-MG (casa), ABC (fora) e Avaí (casa). No segundo grupo, jogaremos contra Vitória (fora), Guarani (casa), Guaratinguetá (casa) e São Caetano (fora). No terceiro grupo: América-RN (casa), ASA (fora), Criciúma (fora) e Paraná (casa). Não tem moleza! Quem quer ser campeão, precisa ganhar quase todas. Quem quer subir, também!

    Daqui pra frente, estádio matematicamente lotado em todas as partidas

    Para facilitar o seu cálculo, alguns dados: O Atlético tem a melhor defesa do campeonato e o quinto melhor ataque da competição. No primeiro turno chegamos em sexto lugar.  Computados apenas os jogos do segundo turno, estamos fazendo campanha de G4. No returno temos 14 pontos em sete rodadas, atrás apenas de Goiás (16) e São Caetano (15). Ou seja, já estamos fazendo dois terços dos pontos disputados. E no segundo turno o melhor ataque é o nosso (18 gols), seguido de São Caetano (15) e Vitória (12). A serem levados em conta, também, o desempenho de dois adeversários diretos. O Criciúma terminou a primeira parte em segundo lugar (42); neste segundo turno, ele está em décimo-primeiro lugar (10). O Joinville terminou o primeiro turno em terceiro lugar (36) e agora, no segundo turno, está em décimo-quinto (8).


    Marcão fez o segundo gol e o garotinho começou a fazer cálculos no celular do pai

    Todo mundo anda fazendo contas. O Caio Nedopetalski, que mora em Recife, não para de fazer simulação de resultados na página do UOL. O Giuliano Veiga de Oliveira, de São José dos Pinhais, vive a procura de dados e me mandou a tabela em excel do site Nacopa.net. O Gilberto Abib (pai), em Fortaleza, aproveita o intervalo de almoço no Banco e "manda ver" nas contas. O André Ricardo Guenzen, aqui de Curitiba, já comprou calculadora nova e acha que da pra classificar com 69. O Fernando Brito, de Campinas, é mais otimista e fala em 65 pontos pra subir. O Gabriel Robles de Cesaro, de Uberlândia, viajou e - quando voltou - foi surpreendido pelas duas filhas Adriele e Amanda, que acreditam no Furacão!


    Adriele (8) e Amanda (5) em homenagem-surpresa ao Gabriel, no dias dos pais, na Igreja Cristã Rumo Frutífero, em Uberlândia

    Pra cima deles, Furacão!!!



    Escrito por Luiz Carlos Schroeder às 19h27
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    Um sábado de festa!

    A semana havia sido tensa, de muita ansiedade pela espera de mais um jogo decisivo. Sim! Todos os jogos agora são decisivos. Temos mais doze difíceis e decisivos jogos pela frente. E a torcida tem feito a sua parte. Comparece, incentiva, apoia. Um sábado, de tarde lindamente ensolarada e uma torcida cheia de cores e alegria. A nação rubro-negra quebrou mais um recorde de público e compareceu em massa ao acanhado Janguito Malucelli. Famílias inteiras foram se divertir no Ecoestádio e fizeram uma verdadeira festa!

    Logo na chegada ao estádio vi a lucidez e o comando militar do segundo-tenente Marcelo. "Segurou", por dois ou três minutos, a fila de torcedores que entravam pelo portão das arquibancadas inferiores e separou o joio do trigo. Sem uso da força - e muito menos da violência -, mas com uso de razoável efetivo, deu uma aula de tática e afastou uma centena de baderneiros que, sem ingresso, foram ao estádio apenas para tentar agredir os torcedores que vieram do Ceará. Retirados do local, garantiu-se a tranquilidade de todos e a segurança dos pouco mais de vinte cearenses. Eu gostei do que vi, pois neste ano tenho aprendido - na prática - como é difícil e inseguro ser torcedor visitante. 

    Se a semana foi nervosa, em campo o Atlético fez um gol tranquilizador logo no início da partida, num belo chute de Elias, de fora da área. E poderia ter feito mais dois em seguida. Não fez. Deivid (quis fazer de letra e ficou sem número) e Marcão (cabeceou como se fosse um zagueiro) perderam. E por isso sofremos no início do segundo tempo. O futebol arrasador, do começo da partida, não foi uma constante durante o jogo. O Ceará mostrou que tem um time razoavelmente bom, com uma boa meia cancha e um ataque perigosíssimo, que vive de uma jogada mortal pela direita.

    No início do segundo tempo sofremos o empate numa falha da nossa defesa. Num lance que já estava resolvido, Maranhão perdeu a bola e o goleiro Weverton foi muito mal na jogada. Felizmente Marcão, poucos minutos após, teve um momento de centroavante, girou sobre o zagueiro e de "bico" fez 2x1. Depois tivemos uma substituição que ninguém entendeu: saiu Maranhão que dava vida ao ataque e entrou Felipe, que à exceção de um chute de fora da área, não foi bem. E mais duas substituições previsíveis e sem novidade: a entrada do maestro Paulo Baier no lugar do cansado Elias e a troca de Marcão por Tiago Adan. Últimos minutos tensos, final feliz!

    Pelo andar da carruagem, somente 70 pontos garantem a classificação para a Primeira Divisão. Restam doze jogos. Fora jogamos com Bragantino, ABC, Vitória, São Caetano, ASA e Criciúma. Em casa; América-MG, Avaí, Guarani, Guaratinguetá, América-RN e Paraná. Não podemos perder mais que 12 dos 36 pontos a serem disputados. E é importante não perdermos para São Caetano e Criciúma, dois adversários diretos na busca da vaga. Ou seja: precisamos fazer 24 pontos (vencer oito das 12 partidas) e não deixar nossos dois adversários diretos se distanciarem ainda mais. Mas, antes de pensarmos neles, o objetivo agora é vencer o Bragantino. Mais uma batalha, mais uma decisão, mais um jogo dificílimo. Mais uma semana de ansiedade!

    Tendo a certeza que "pra subir todo santo ajuda", como pede o João Paulo, fui pra casa feliz. E como o sábado era de festa, levei meu vinho pra tomar no jantar do encontro anual de toledanos da minha geração. Um ano em Curitiba, outro em Toledo, nos reunimos pra "matar as saudades". A vitória apertada contra o Ceará mereceia o etiqueta negra da Vinha Tarapacá, cabernet sauvignon chileno do Valle del Maipo, um gran reserva, safra 2007, com 14,5% de álcool.

    Vinho Chi Tarapaca Cosecha Gran Res Cabernet Sauvignon Etiqueta Negra 750ml

    Vamos subir, Furacão!!!



    Escrito por Luiz Carlos Schroeder às 12h14
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    O Paraná, a um passo da Terceira Divisão!

    Farum fica no condado de Frederiksborg, parte oriental do Reino da Dinamarca. Em danês (dinamarquês em "brasileiro"), a palavra farum significa "lugar de passagem". Às margens de dois grandes lagos e próxima do mar, a cidade vive basicamente da pesca e da agricultura. Existe há mais de 2.000 anos e jamais chegou aos 19.000 habitantes. A metade da sua população, aliás, não é formada de "nacionais". Vieram, na sua maioria, da Turquia ou de países do Oriente Médio; são basicamente sírios, libaneses e palestinos. Em termos de religião, a cidade é dividida entre luteranos e muçulmanos. No dia 02 de outubro haverá uma grande festa na cidade. E dela participarão todos, independentemente da religião.

    No mês de dezembro, uma rua da pacata cidade de Farum, no Reino da Dinamarca

    A festa do dia 02 de outubro acontecerá no Farum Park, estádio com capacidade para 10.100 espectadores. Nesse dia, o FC Nordsjaelland, clube de futebol local, receberá o Chelsea, campeão de futebol da Europa. O time inglês irá a Farum para jogo válido pela segunda rodada do primeiro turno, Grupo "E", da Champions League. Um cidade de menos de 20.000 habitantes, num estádio para 10.000 pessoas receberá o campeão de Europa, em jogo válido pelo mais importante campeonato de clubes do futebol mundial.

    Farum Park, um verdadeiro estádio de Primeiro Mundo

    E o Brasil? Aqui não deixaram o Furacão disputar a final da Libertadores (em 2005) em seu estádio. Exigiram capacidade mínima de 40.000 lugares. Para a UEFA (União das Federações Européias de Futebol) o que interessa é o padrão de qualidade e conforto de um estádio e não a sua capacidade. No Farum Park há lugares para 10.100 torcedores confortavelmente sentados e sempre protegidos da chuva, da neve e - eventualmente - do sol. A respeito, na noite de início de outono, a temperatura em Farum deverá estar na casa dos oito graus.

    Em breve a Arena da Baixada poderá receber até 45.000 torcedores

    E o Paraná? O Paraná está indo pra terceira divisão. Domingo tudo será decidido. Todo o trabalho de um ano será disputado em apenas noventa minutos. Na noite de domingo alguns estarão felizes, comemorando. Outros estarão tristes, lamentando. Espero, sinceramente, que o Paraná sorria, que o Paraná festeje, que o Paraná comemore a ida para a terceira divisão! O Albino Turbay não é estádio de primeiro mundo, é bem menor que o Farum Park.

    O Estádio Albino Turbay, capacidade para 2.000 torcedores

    E Cianorte? Cianorte é pujante, tem uma economia forte e sua população ultrapassa a casa dos 70.000 habitantes. Fundada em 26 de julho de 1953 pela Companhia Melhoramentos Norte do Paraná - e daí a origem do seu nome (Cia Norte) -, a cidade que já teve a economia sustentada na agricultura do café, é hoje um dos maiores polos atacadistas do país, na área do vestuário. O setor tem quase 500 indústrias e mais de 600 marcas na cidade. Quase 19.000 pessoas (a população inteira de Farum) trabalham na indústria da confecção.

    A moderna e arborizada Cianorte

    E o Leão do Vale? O Cianorte Futebol Clube jogou domingo em Mogi Mirim. E venceu o time do Rivaldo (o pentacampeão mundial é literalmente o dono do time) por 2x1. Joga no próximo domingo em casa e por um empate estará definitivamente no G4 da Série "D". Basta apenas o empate para o Paraná ter um representante na Terceira Divisão do próximo ano. E todo o Paraná - capital e interior - estará unido no domingo. Torceremos todos, não pelo empate, mas pela vitória consagradora - que levará o time paranaense ao terceiro maior degrau do futebol brasileiro!

    Que domingo os jogadores do Leão do Vale (do Ivaí) repitam essa cena

    Dá-lhe, Cianorte!



    Escrito por Luiz Carlos Schroeder às 22h11
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    O que acontece?

    O que acontece? Voltei a Goiânia depois de muitos anos. Não é a mesma da primeira metade dos anos 1970 nem é a mesma da segunda metade dos anos 1980. Fazia quase 25 anos que eu não ia a Goiânia. Decepção total! A cidade ficou mais suja (hoje ao meio-dia quando saí do hotel parecia ter havido o "campeonato do lixo" na madrugada, pra saber quem põe mais lixo na calçada), menos arborizada (derrubaram quase todas as árvores da Avenida Anhanguera), as ruas ficaram mais esburacadas (em alguns buracos o culto e competente Rafael Valdomiro - Greca de Macedo - entraria inteirinho, com barriga, bunda e tudo), as mulheres ficaram mais feias (não cuidam do cabelo, da pele - e como se vestem mal!!!) e a arquitetura é ridícula (parece haver uma aposta pra saber qual bairro constrói mais prédios acima de 40 andares).

    Em Goiânia, (Rafael) Valdomiro (Greca de) Macedo estaria "no buraco"

    O que acontece? Em Goiás estão todos loucos! Cheguei ao estádio, com meu amigo de 30 anos, o Eduardo Perin (toledano, filho de gaúchos de Nova Prata, que já mora há mais de vinte anos em Goiânia e trabalha na área da arquitetura). Ninguém, nem mesmo a polícia, sabia dizer por onde entrava a torcida visitante. Simplesmente não há entrada para visitantes. A polícia mandou eu tirar a camisa (branca) com o escudo do Furacão e entrar junto com a torcida do Goiás. Não há um setor exclusivo para a torcida visitante. Meia dúzia de gordos policiais (ávidos pra descer o cacetete em alguém) nos separavam dos milhares de torcedores locais.  O Eduardo ficou comigo até eu conseguir entrar e foi pra casa (não é fã de futebol, prefere a vela náutica) e eu entrei ladeado por um bando de "camisas verdes".

    Os "camisas verdes", espécie de nazistas tupiniquins, integralistas de Plínio Salgado, na segunda metade dos anos 1930, no Rio de Janeiro

    O que acontece? No jogo Goiás x Atlético havia mais de 20.000 pessoas (18.179 pagantes). Mais pagantes que o jogo do líder da Série A (Fluminense x Atlético-GO, 6.340 pagantes). Muito mais público que o jogo do vice-líder da Séria A (Náutico x Atlético-MG, 15.013 presentes). Quase o dobro de pagantes que o jogo do time de maior torcida do Brasil (Flamengo x Grêmio, 11.968 pagantes). O que estão fazendo com o futebol brasileiro? Pensar que sou dos tempos em que iam quase 200.000 pessoas ao Maracanã e ninguém saía machucado. Agora não tenho mais nenhuma dúvida! Camila (minha filha nº 3) tem razão quando diz "Pai, você está ficando velho!"

    Em janeiro de 1994, em Quatro Ilhas, Camila não me chamava de "velho"

    O que acontece? Acabei de ver Flamengo x Grêmio e vi o tricolor gaúcho, no segundo tempo, jogar como um timinho. Fez 1x0 no primeiro tempo, contra o Flamengo, lá no Rio. No segundo tempo se acovardou. Jogou como se fosse o "Zequinha Barroso", o São José (do Passo da Areia), e por isso o Flamengo conseguiu o empate. O nosso adversário fidagal, esse aqui do "alto", ganhava do Santos (1x0) quando entrei no meu carro, num dos estacionamentos próximos ao aeroporto. Quando cheguei em casa, meia hora depois, por se acovardar, perdia - e perdeu! - por 2x1. Ontem, o nosso time perdeu. E perdeu porque se acovardou. Depois de estar sendo derrotado no primeiro tempo (2x0), chegou ao empate em 15 minutos do segundo tempo. E aí? E aí recuou! E na hora de substituir o Elias, o que fez o Tião de Campos? Foi covarde! Colocou a mula do Derlei (aquele que até hoje não disse a que veio). A mula sem cabeça! Quem "não pensa, só carrega peso", dizia meu avô Alfredo. Ia entrar o maestro. O "professor" mudou de idéia. Pôs essa "coisa" (que enquanto esteve em campo não sabia se era atacante ou defensor, jogador ou espectador). Quem joga pra empatar, perde! Quem prefere Derlei a Paulo Baier, merece castigo! Os "deuses do futebol" não perdoam tamanho vacilo!

    A mula sem cabeça

    O que acontece? Mais de 20.000 pessoas, mais de 5.000 carros. Nenhum policial de trânsito. Nenhum agente de trânsito. Na saída, vi automóveis passando sobre canteiros de avenidas, vi carros rodando sobre flores, vi veículos entrando à "esquerda proibida". Vi de tudo em termos de infração de trânsito, só não vi policial ou agente de trânsito. Ninguém pra orientar a saída de tanta gente e tanto carro do estádio. De carona com o Paulo Fernando da Silva, que havia alugado um carro, levamos 45 minutos pra fazer 1,5km.

    O espantado Edivaldo Cardoso de Paula, homem que o "governador" Carlinhos Cachoeira mantinha no Detran-GO até meses atrás

    O que acontece? Depois da terceira vez em que se pergunta a mesma coisa, todos são unânimes. Motoristas de táxi, porteiros de hotel, garçons de bar e restaurante, donos de banca de jornal, atendentes de farmácia. Todos, sem exceção, dão uma olhadinha pros lados, certificam-se que ninguém está vendo e falam baixinho "Cachoeira é quem manda!" Não sabia, mas soube agora que Carlinhos Cachoeira é - de fato - o governador de Goiás há muito tempo. Manda na polícia, na construção civil, no Detran, na saúde pública, na coleta do lixo, no "tapa-buracos", nas habitações populares, no zoneamento urbano e nas construtoras de edifícios que são "de mais de quarenta andares pra tentar enxergar Brasília à noite". Como disse um garçom "aqui todo mundo sabe que o Marconi é 'pau mandado' do Dr. Carlinhos".

    A primeira dama Andressa Mendonça e seu "marido" Dr. Carlinhos Cachoeira, o real governador de Goiás

    O que acontece? A cidade já tem quase um milhão e meio de habitantes, mas "treinamento de pessoal" é coisa que passou longe. Os garçons demoram, o vinho é aberto depois que o prato principal chega à mesa, o recepcionista do hotel "três quase quatro estrelas" (onde a seleção brasileira fica hospedada a partir deste domingo) nem oferece carregador de malas. Parece que quase ninguém na cidade conhece as palavras "bom dia", "boa tarde", "boa noite", "por favor" e "muito obrigado"! A moça da Laselva (no aeroporto) cobra o jornal e da o troco sem olhar pra você, mas fica o tempo todo ao telefone fofocando com a  amiga. E o aeroporto? Pagar R$ 16,95 de taxa de embarque naquele cubículo? Em Goiânia a Infraero devia pagar pra quem usa o aeroporto. Banheiros minúsculos e imundos (tive o desprazer de conhecer as baratas goianas), ar condicionado insuficiente, bancos em número inferior a menos da metade da metade dos passageiros. Uma vergonha!

    O vergonhoso, apertado e imundo aeroporto de Goiânia

    Me desculpem os goianos! Mas fico feliz em saber que Goiânia não foi escolhida pra ser sede da Copa do Mundo. Nem vou falar que - depois de bater em alguns dos nossos torcedores (como se duas centenas fossem agredir dezenas de milhares) - por "medo de confusão" a polícia pediu pra torcida visitante sair vinte minutos antes do final da partida. Eu e vários torcedores que estavam com esposa e filhos nos negamos e não saímos. Mas vou falar que Goiânia não cuida de quem chega ao aeroporto, não cuida da segurança dos visitantes, não cuida dos próprios motoristas locais, não cuida dos buracos, não cuida do treinamento de pessoal,  não cuida de nada - nem do lixo!!!

    O domingo sujo dos habitantes de Goiânia

    De positivo, nada? Sim! De positivo a certeza que eu (com mais de 100kgs) sou mais magro que a maioria dos policiais que vi (e vi centenas) em Goiânia. De positivo a garra dos jogadores do Atlético, que - mesmo perdendo - honraram a camisa rubro-negra; no calor e na baixa umidade, correram e jogaram muito mais que o time local. De positivo, o serviço, a qualidade, o ambiente e até o site do Bar Gloria (assim mesmo, sem acentuação; clique aí e veja). O Eduardo Perin gentilmente me levou lá, me apresentou o lugar (e pagou a conta!!!). E eu gostei! Tomamos vários "chopp", comemos bolinhos de bacalhau e de mandioca com carne seca; de prato principal um arroz com carne de sol maravilhoso. E pensar que faz anos que eu não frequentava bares. Mas fui. E gostei! E gostei muito! Inclusive do sambinha ao vivo, no volume certo!

    Bar Gloria, em Goiânia, um gostoso ambiente com samba no volume certo

    E o Furacão? Continuo confiante, basta jogar pra ganhar! Nunca pra empatar ou perder! "Podemos até perder, pero venimos a ganar!", já dizia o meu amigo, o filósofo do "Bife Sujo"!



    Escrito por Luiz Carlos Schroeder às 21h39
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    Sábado, um jogo nervoso!

    Sábado, quatro da tarde, Serra Dourada, Goiânia. Muito calor, campo grande, baixa umidade. Mas quem quer voltar à primeira divisão não pode escolher clima, tempo e temperatura. Nem tamanho do gramado. Em campo, estarão o Goiás - líder do segundo turno (13) - e o Atlético, vice-lider (11). Será o jogo do melhor ataque do returno (Atlético fez 14 gols em cinco jogos) contra a melhor defesa desta fase (Goiás sofreu apenas um gol em cinco partidas). Sem dúvida nenhuma, um grande jogo!

    Serra Dourada, o palco do espetáculo

    Goiânia é uma cidade nova e moderna. Fará 79 anos no próximo dia 24 de outubro. Bem planejada, arborizada e limpa, a capital de Goiás - com seus parques e lagos - lembra muito Curitiba. Tem pouco mais de 1.320.000 habitantes (décima-segunda maior cidade do país) e é a terra de gente do gabarito de Carlinhos Cachoeira, Demóstenes Torres e Marconi Perillo, dentre outros menos famosos. De clima quente e seco, típico do cerrado, nunca foi nem é agradável para alguém que mora na altitude da serra do mar paranaense. Mas é lá que estaremos para buscar mais pontos nesta caminhada rumo à Séria A.

    A bela capital de Goiás

    O jogo que será difícil, disputado, tenso e nervoso, terá no apito aquele galã carioca. Trinta e sete anos, ídolo das mulheres que gostam de futebol, ele certamente atuará com o rigor que lhe é peculiar. Cirurgião-dentista, tecnicamente bom e fisicamente preparado, ele pertence ao Quadro de Árbitros da FIFA desde 2010. Péricles Bassols Pegado Cortez, sorridente fora de campo e carrancudo dentro dele, me parece ser o árbitro certo para esta partida.

    O dentista e galã que anda com o apito entre os dentes

    Para contrapor, a Anielly prometeu me apanhar no aeroporto e me ciceronear pela cidade. Disse que durante o passeio vai me mostrar tudo, principalmente os pontos turísticos da cidade. Nascida em Rio Verde, Anielly Campos foi Miss Goiás em  2009 e atualmente é  a musa do Goiás Esporte Clube. Bonita, simpática e inteligente, Anielly representa muito bem a beleza da mulher goiana. Alta (1,78), olhos verdes, 21 anos, ela será excelente companhia pelas ruas e bosques de Goiânia. Aliás, definitivamente, o Brasil é mesmo um país de mulheres lindíssimas!

    Anielly Campos não estará no banco de reservas neste sábado

    No banco de reservas, comandando o Furacão, estará o outro membro da família Campos. Tião (Ricardo Drubscky) de Campos, deverá levar a jogo o que tem de melhor, à exceção de Manoel, ainda em tratamento. Todos nós esperamos um time aguerrido, forte, determinado. Que esteja disposto a vencer e que saiba jogar sem dar espaços ao Goiás. Como me dizia o filósofo do "Bife Sujo" (aquele bar-restaurante que na segunda metade dos anos 1970 ficava onde a Vicente Machado ainda se chama Cândido Lopes - e que depois mudou para a Saldanha Marinho), "en la cancha de Ríver jugamos por una bola". E ele falava assim mesmo, utilizava a palavra "bola", nunca usando pelota. Quinze anos depois, Felipão veio treinar o coxa, ouviu a frase do argentino e saiu dizendo que tinha inventado o "jogamos por uma bola".

    O filósofo do "Bife Sujo" só bebia coca-cola com fernet

    Tenho acompanhado nos últimos dias o entusiasmo e a alegria de todos pelos gols de Marcelo. Quero lembrar aqui a frase daquele senhor de Paranaguá: "a boca que xinga é a mesma que beija".  Quero lembrar, especialmente, do quanto vaiaram esse rapaz ao final da partida contra o Vitória. Naquela tarde de sábado, ele perdeu dois "gols feitos". A imprensa "pegou no pé" e grande parte da torcida "caiu de pau". Passaram a semana criticando-o. Pois eu, falando sobre o jogo, naquele dia escrevi no blog sob o título Marcelo, um grande jogador!. Vale a pena reler!

    Marcelo (20 anos), sua velocidade e seus dribles

    Pra cima deles, Furacão!!!



    Escrito por Luiz Carlos Schroeder às 01h10
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    Os nossos campeões mundias!

    O Atlético é o único clube do Paraná onde atuaram jogadores campeões mundiais de futebol. Os mais jovens lembram de Kléberson, campeão mundial em 2002, na Copa da Coréia e Japão. Antes dele, porém, jogaram no Furacão os campeões mundiais Bellini (1968 e 1969) e Djalma Santos (1968, 1969, 1970 e 1971). Ambos foram campeões nas Copas da Suécia (1958) e Chile (1962). Mas há um outro campeão mundial que jogou no rubro-negro paranaense e de quem quase ninguém lembra. Ele foi campeão mundial na Copa do México, em 1970. E foi o zagueiro titular. Seu nome é Hércules Brito Ruas. Sim, ele mesmo, o zagueiro Brito.

    A seleção que entrou em campo na decisão da Copa de 1970, 4x1 contra a Itália

    Em pé: Carlos Alberto, Félix, Wilson Piazza, , Brito, Clodoaldo e Everaldo

    Agachados: Jairzinho, Gérson, Tostão, Pelé e Rivelino

    Brito nasceu no dia 9 de agosto de 1939, na cidade do Rio de Janeiro. Iniciou a carreira no seu clube do coração, o Vasco da Gama (onde jogou por dez anos), mas defendeu também Internacional, Flamengo, Cruzeiro, Botafogo, Corinthians e Atlético Paranaense. Foi considerado, pela imprensa internacional, o melhor jogador da Copa do México. Era o único zagueiro da Seleção Brasileira. Seu companheiro de zaga era Wilson Piazza, volante que foi improvisado como quarto-zagueiro. Brito, no ano seguinte à conquista da Copa do Mundo, em 1971 foi protagonista de um lance que o marcou definitivamente, quando acertou um soco no árbitro José Aldo Pereira. No auge da carreira, teve que cumprir suspensão por um ano.

    O centroavante Roberto segura Brito, que queria bater mais no Zé Aldo

    Em 1975 Brito jogou no Furacão, disputando o campeonato paranaense e o campeonato brasileiro. Quase ninguém tem recordações de Brito no Atlético. Pesquisei muito, procurei bastante, não encontrei nenhuma foto da passagem de Brito pelo Clube Atlético Paranaense. Fui a um colecionar da Revista Placar - na época era semanal e lida por milhões de brasileiros - e nela encontrei um poster do time de 1970.

    Em pé: Oliveira, (?), Alfredo Gottardi, Brito, Altevir e Ladinho

    Agachados: Buião, Sicupira, Caio, Didi Duarte e Bira Lopes.

    Os nossos quatro campeões mundias ainda vivem. Penso que o Atlético deveria reuní-los e prestar uma grande homenagem. Hideraldo Luiz Bellini (82 anos), Dejalma dos Santos (83 anos), Hércules Brito Ruas (73 anos) e José Kléberson Pereira (33 anos) engrandecem a história do Clube Atlético Paranaense.

    A eles, a nossa eterna gratidão e respeito!



    Escrito por Luiz Carlos Schroeder às 01h31
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    O Furacão voltou!

    Depois de três meses, voltamos ao G4! Sim, o Atlético já esteve no grupo dos que serão promovidos à primeira divisão. Nas quatro primeiras rodadas estivemos entre os primeiros quatro. E, na quinta, perdemos para o CRB, lá em Maceió, no último jogo do uruguayo. Nossos últimos três meses foram de time pequeno. Time que, estando na segunda, faz campanha apenas para ficar na segunda. Mas, estamos de volta. E estamos invictos há nove jogos (sete vitórias e dois empates). Este é o saldo do professor Tião (Ricardo Drubscky) de Campos. Que veio pra ficar. Neste campeonato, não sai mais!

    Tião de Campos, esse é o cara!

    Como já escrevi aqui, depois do café da manhã de sábado, em Barueri, saí de ônibus para o aeroporto de Viracopos, em Campinas. De lá, fui no turbo-hélice da Azul para Cascavel. De Cascavel a Toledo, de carro. Passei o final de semana em família. Ontem, eu e duas das minhas irmãs fomos com minha mãe a Puerto Iguazu. Era o aniversário dela (83 anos) e ela queria comer bife de chorizo na Argentina. O nosso restaurante preferido, o La Rueda, estava fechado, era o dia da emancipação municipal. Fomos ao AQVA Restaurant e, lá, muito bem atendidos pelo mozo (garçon) Andrés. Carne tenra, acompanhada de batatas fritas, mandioca e purê de batatas, um malbec Saint Felicien.

    O bife de chorizo (contra-filé) argentino

    A terça-feira começou cedo. Muito cedo. Em Foz do Iguaçu, tive que acordar as quatro da madrugada, fazer uma ducha, tomar um "café em pé", pegar um táxi e correr pro aeroporto. O voo da Azul saía as 05h45. As seis e meia da matina pousamos no Afonso Pena, em Curitiba. As sete e meia eu já estava em casa. E aí fui descansar para o grande jogo contra o alagoano CRB  - Clube de Regatas Brasil. Ao meio-dia saí para o almoço de todas as terças. Eu e meus amigos (Paulo da Costa, empresário; Pedro Leão, professor universitário; Narciso Ferreira de Souza, motorista; e, Manoel Caetano Ferreira Filho, advogado e professor universitário) almoçamos há alguns anos, todas as terças-feiras, na Churrascaria do Darci, na Rua Albano Reis, Bom Retiro. É uma dessas poucas churrascarias tipicamente curitibanas que sobreviveram. Eu sou cliente dela desde 1976, quando cheguei a Curitiba para estudar Direito. Lá, às terças, comemos carneiro assado na grelha e tomamos um bom tinto. Hoje, o vinho foi um Luigi Bosca, D.O.C., outro malbec argentino.

      Churrascaria do Darci, único lugar onde o "morto" sorri

    Dali, sem os nossos amigos Paulo da Costa (coxa-branca) e Pedro Leão (paranista, desde os tempos do Ferroviário), fomos ao Janguitão. O sol explodia de emoção e embelezava ainda mais a tarde enfeitada de vermelho e preto. Os jogos de terça à tarde, exatamente por serem em dia de trabalho, recebem uma torcida mais bonita. Muitas famílias, muitas crianças, muitas moças bonitas, muitas mães - e os pais que vem junto. Mulheres no estádio, mesmo em dia de chuva e arquibancada descoberta, dão sempre um ar de elegância à torcida. Os homens, especialmente os da minha geração, estão sempre preocupados com o sol. E para o jogo das três da tarde é preciso levar um kit. Óculos de sol, boné e protetor solar. Mas, com apetrechos de sobrevivência ou não, estávamos lá. Queríamos a vitória. Estávamos dispostos a incentivar. Ainda que o sol nos fizesse transpirar, molhar a camisa tanto quanto ou mais que os jogadores. Ali estávamos para torcer, gritar, berrar e comemorar. A cada gol, uma festa!

    A elegância da mulher atleticana

    A primeira meia hora foi tensa. O time entrou bem, jogando com firmeza e determinação, raça e vontade, mas errava muito. Pelo menos duas chances reais de gol foram perdidas, uma por Marcão e outra por Marcelo. Mas aos 34' João Paulo viu o Pedro Botelho e, com classe, deu um passe por cobertura. O "pernalonga" foi à linha de fundo e cruzou à meia altura, Elias de voleio fez 1x0. Cinco minutos mais tarde, o mesmo João Paulo descobriu Marcelo e deu a ele um passe açucarado. Foi só Marcelo "virar" e chutar em gol. 2x0!! No segundo tempo a zaga bobeou, eles diminuíram. Em seguida, aos 25', Elias deixou Marcelo na "cara do gol" e ele só teve o trabalho de tocar na saída do goleiro, 3x1!!! Elias saiu, entrou o maestro Paulo Baier. E, para a felicidade geral da nação atleticana, seis minutos depois, aos 38', ele fez uma linda tabela com Henrique e, com efeito, colocou a bola no cantinho direito do goleiro, 4x1!!!!

    Ontem o Atlético presenteou a mim e ao Paulo Fernando da Silva com bonequinhos do maestro

    Afora os 13 minutos de Paulo Baier, onde sempre há jogadas de alta plasticidade (toques refinados, "chapéus", chutes em curva, passes inteligentes), o melhor em campo foi aquele jogador que quase não aparece para a torcida. Na minha modesta opinião de torcedor, João Paulo é um show. Joga para o time, desarma bem, organiza com qualidade, tem visão de jogo e sabe armar o contra-ataque. João Paulo, o melhor do jogo!

    João Paulo, o Bugre de Beltrão, o nome do jogo

    A torcida está feliz! Apenas para lembrar, no dia 29 de agosto, após o empate contra o Joinville, escrevi aqui, sob o título Muita confusão e pouca matemática!, que - sem contar as duas últimas partidas (Criciúma fora e Paraná em casa) - poderíamos dividir as demais 16 em quatro grupos de quatro. E que, em cada grupo, deveríamos ganhar ao menos oito pontos (oito em cada 12). Pois nesta terça-feira completamos o primeiro grupo (Ipatinga, Boa, Barueri e CRB). E ganhamos 10 pontos! Se nos próximos três grupos ganharmos 24 pontos, antes das duas últimas partidas teremos 67. E ainda nos restarão seis pontos a serem disputados. O próximo grupo de quatro jogos será contra Goiás (sábado, lá), Ceará (no outro sábado, 22, aqui), Bragantino (sábado, 29, lá) e América-MG (terça, 02/10, aqui).

    Uma vez em casa, resolvi comemorar em alto estilo e com excelente vinho o retorno ao G4. Um malbec argentino Angélica Zapata, da Bodega Catena Zapata, safra 2007, 14,5% de álcool. Comemorei também a camisa e o caneco de louça que - juntamente com um boné e o bonequinho do maestro - ganhei hoje do Furacão. Agradeço publicamente a gentileza da jornalista Thaís Faccio que teve a idéia de nos presentear - a mim e ao Paulo Fernando da Silva - por estarmos indo a todas as partidas do Atlético.

    Dá-lhe, Furacão!!!



    Escrito por Luiz Carlos Schroeder às 22h34
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    Um pontinho!

    É quase um estado de graça. Depois de mais de três meses e vinte e três rodadas, estamos pertinho, bem pertinho. Apenas um ponto, um pontinho, nos separa do G-4. E, se estamos a um degrau do quarto lugar, do primeiro estamos a dez. Como é bom sentir o cheiro da vitória. Ontem, lá em Barueri, quando entrei no salão do café da manhã, estavam o massagista e o treinador. Entrei e disse aos dois "Bom dia! Como é bom ganhar! E como é bom ganhar de goleada!" O massagista Zequinha, que me parece uma pessoa bem-humorada, sorriu. O treinador Tião (Ricardo Drubscky) de Campos, que na véspera me parecera um homem muito educado, respondeu: "É muito bom!" Ambos se despediram gentilmente e deixaram o salão antes de mim. E eu tomei o último gole do café-com-leite repetindo pra mim mesmo uma frase que Maíra - a minha filha mais velha - nunca entendeu: "Esse time só me da alegria!"


    O povo, já dizia em 1976 o filósofo do "Bife Sujo", se contenta com pouco. E se for atleticano (o filósofo era), se contenta com três vitórias. Atleticano sofre tanto, mas tanto, que se contenta em vencer o coxa. Esse mesmo filósofo dizia que "um dia a gente vai ganhar do Independiente", que na época era o maior vencedor da América. Nunca jogamos contra o Independiente, mas eu queria muito que ele estivesse vivo naquela noite de 27 de setembro de 2006. Ele comemoraria como um louco! O filósofo argentino de bar brasileiro era torcedor do Boca Júniors e detestava o River Plate. Ele teria vibrado muito com aquele gol do Marcos Aurélio, 1x0 contra os millionários em pleno Monumental de Nuñez (Sulamericana de 2006).


    Charge de Claudio Seto (falecido em 2008), publicada na "Tribuna do Paraná"

    Mas a nossa realidade é outra. É a segunda divisão. Demoramos para assimiliar. Hoje, entretanto, time, diretoria e torcida já sabem que somos de segunda. E sabem também que, mesmo de segunda, somos time grande. E exatamente por isso temos que disputar cada batalha como se fosse a última. E a torcida atleticano sabe aplaudir. Sabe aplaudir até mesmo quando perde, desde que os jogadores demonstrem disposição de luta, demonstrem garra, demonstrem espírito de vencedor. Nós viemos pra vencer! Podemos até perder. Mas jamais viemos pra perder!

    Foto de Gustavo Oliveira / Site Oficial

    Na terça-feira estaremos lá no Barigui. Mesmo as três da tarde e em dia de expediente, seremos mais de seis mil. A massa rubro-negra está confiante, acredita na equipe e vai ajudar a levar o time ao grupo dos que se classificam. Se tudo der certo, iremos para Goiânia já no G-4. Antes, porém, temos que ganhar do CRB. E temos que respeitar o CRB, que no primeiro turno nos deu uma surra doída (aqueles 2x0 em Maceió). Respeitar, sem perder o controle da situação. Aliás, mais agora do que nunca, para um atleticano vale a máxima de Milton Nascimento.

    Mas é preciso ter força
    É preciso ter raça
    É preciso ter gana, sempre!

    Escrevo essa mensagem em Toledo, aqui pertinho do Paraguay e da Argentina, onde vim para festejar os 83 anos da minha mãe, Silla Schroeder. Aqui - no inverno de 32 graus -, festejamos a vida, reencontramos familiares, bebemos o espumante. Aliás, bebemos um dos espumantes que os parentes argentinos da Bodega Família Schroeder, produzem lá em Neuquém, na região da Patagônia.


    Por fim, aponto o site oficial para vocês assistirem a reportagem, na qual fui incluído, onde se fala da campanha Eu te sigo em toda a parte. Dá-lhe, Furacão!



    Escrito por Luiz Carlos Schroeder às 21h15
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    Um Furacão em Barueri!

    Golear é muito bom! Pode ser contra o primeiro ou contra o último colocado. É de lavar a alma ver o ataque fazer seis gols numa só partida. Em 22 partidas tinhamos apenas 27 gols. Agora, em 23, são 33 gols. Depois da partida de Ipatinga, na sexta passada, e do primeiro tempo contra o Boa, na terça-feira, é muito bom ver o time entrar em campo com vontade, com firmeza, com disposição para a luta. Não me interessa se o adversário é o lanterninha da competição. Não me interessa se o adversário é sério candidato a ser rebaixado para a terceira divisão. O que me interessa é ver o time jogando com raça, comemorando cada gol com muita alegria, atuando com brilho nos olhos. Esse é o Atlético que queremos ver. É desse Atlético que o povo gosta! Um Atlético com vontade de vencer!

    Atlético-PR vence o Barueri fora (Foto: Gustavo Oliveira/Site oficial do Atlético-PR)

    O time que começou jogando, mais Rubinho Rocha (Foto de Gustavo Oliveira/Site oficial do Atlético-PR)

    A noite começou boa. Pela segunda vez - e pela segunda vez coincidentemente - fiquei no mesmo hotel em que hospedou-se a delegação rubro-negra. Desta vez no Bourbon Alphaville. Assim que cheguei no hotel a jornalista Thaís Faccio, funcionária do clube, que na véspera havia me telefonado, me procurou acompanhada do cinegrafista Lucas. Comigo fez uma matéria para o site oficial do clube. Durante a conversa conheci um garotinho de 9 anos, Rubinho Rocha, que mora em São Paulo e é fanático pelo Atlético. Foi ele que, logo depois, entrou em campo com o time.

    O "mascote" Rubinho Rocha e a jornalista Thaís Faccio

    Em seguida (eu e meu amigo Paulo Fernando da Silva, que estava hospedado em Guarulhos e me deu carona até Barueri) fomos gentilmente convidados para jantar no mesmo refeitório em que estavam atletas e diretoria. O agradável convite serviu para conhecermos um pouco mais da intimidade dos jogadores nos momentos que antecedem uma partida de futebol. E também, obviamente, para descobrirmos que a comida servida aos atletas quase não tem sal.

    Fomos para o estádio seguindo o ônibus do Atlético, forma mais fácil de chegar à Arena Barueri sem errar o caminho. Foi bom, também, para ver como dois batedores da polícia de trânsito conduzem com extrema facilidade e rapidez o ônibus de uma delegação de futebol, passando por avenidas movimentadas e também pela Rodovia Castelo Branco. O estádio é localizado num bairro popular, mas com uma ampla avenida à sua porta, muito bem iluminada e com muitas vagas para estacionar. O ingresso custava R$ 10,00 para a torcida visitante e R$ 5,00 para os locais. Banheiros limpíssimos, estádio moderno, torcida visitante em cadeiras (sujas) e cobertas. De todos os estádios em que o Atlético jogou neste campeonato, sem nenhuma dúvida o melhor!

    Paulo Fernando da Silva, que assistiu a todos os jogos do Furacão nesta Série B

    O público foi de 1.157 pagantes (a média é de 977), dentre eles quase 400 atleticanos. Dois ônibus da Fanáticos, muitas famílias de Curitiba, atleticanos de São Paulo e municípios vizinhos. E a torcida atleticana fez barulho desde antes de os times entrarem em campo. E, como o primeiro gol (Henrique) foi logo no minuto inicial, a torcida rubro-negra não parou nem cansou de incentivar o time até o final do jogo, quase meia-noite.

    Uma bonita família atleticana que mora em São Paulo

    O jogo teve vários destaques. Marcão fez dois gols, Marcelo fez mais um. Os dois agora têm cinco gols no campeonato, mesmo número do maestro Paulo Baier. Elias e Pedro Botelho marcaram de novo. E Henrique fez seu primeiro gol com a camisa do Furacão. Mas certamente esta foi a primeira grande atuação de Elias. Enquanto teve fôlego, foi brilhante. E todos os gols saíram enquanto ele esteve em campo. Além de marcar um, participou diretamente dos gols de Marcelo e Pedro Botelho.

    Elias, Barueri x Atlético-PR (Foto: Marcos Bezerra / Agência Estado)

    Elias, o destaque do jogo, em foto de Marcos Bezerra, da Agência Estado

    Jogo encerrado, alma lavada, o Paulo me deixou no hotel e seguiu para Guarulhos. Não era hora de tomar vinho, mas eu não poderia deixar de comemorar a vitória. Como sempre, um vinho. E pedi a menor garrafa que havia. Me trouxeram ao apartamento um quarto de garrafa (187ml) do tinto nacional Fausto, um cabernet sauvignon da Vinícola Pizzato, de Bento Gonçalves. O vinho tem esse nome porque as uvas são produzidas na localidade de Dr. Fausto de Castro, em Dois Lajeados, na Serra Gaúcha. A safra é 2009 e tem teor alcoolico de 13%.

    Para a maior goleada, o menor vinho

    Terça, as três da tarde, todos no Janguito Malucelli para o jogo contra o CRB - Clube de Regatas Brasil!

    Vamos subir, Furacão!



    Escrito por Luiz Carlos Schroeder às 02h45
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    Na rica Barueri, a noite da independência!

    Barueri é um município da Grande São Paulo (distante a apenas 26km da Praça da Sé) e tem pouco mais de 270.000 habitantes. Há menos de quarenta anos era apenas uma pequena cidade da região metropolitana da capital paulista. Mas, em 1973, uma área rural de 500 hectares - a Fazenda Tamboré - foi loteada e se transformou no mais famoso condomínio residencial do pais, o Alphaville. Com uma concepção moderna e voltada para a manutenção da qualidade de vida, ainda que próximo da maior cidade brasileira, Alphaville é o bairro que tem uma das populações com maior renda per capita do país.

    Tamboré

    Alphaville, o bairro que mais gera imposto predial no país

    Com o bairro residencial várias indústrias se instalaram no município. Mas, mais do que as indústrias, para lá foram escritórios centrais de várias corporações industriais, comerciais e financeiras - o que fez de Barueri a 14ª cidade mais rica do Brasil. Seu produto interno bruto (PIB) é superior a R$ 27.000.000.000,00 (isso mesmo, mais de 27 bilhões), que a coloca num patamar mais elevado que 18 capitais estaduais e grandes cidades do interior do país. É nesta cidade que o Furacão jogará nesta sexta-feira.

    http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/2a/Panoramica_Alphaville.jpg/800px-Panoramica_Alphaville.jpg

    O aldeamento indígena do (rio) Barueri, fundado em 11/11/1560 pelo padre José de Anchieta, resultou nesta cidade

    E sexta-feira é feriado de 7 de setembro. Se é feriado - e o dia seguinte é sabado - por que marcar um jogo para as "dez pras dez" da noite? Por que não à tarde? Por que não no sábado à tarde? Por que não no domingo? O jogo acaba quase meia noite. Quando se joga nesse horário é muito comum os torcedores deixarem o estádio já no dia seguinte. Depois tem o tempo de espera para o transporte, o tempo de viagem até o local da residência. Quem vai a um jogo nesse horário, por mais que resida perto do estádio, nunca dorme antes de uma da manhã. Realmente, público é apenas um detalhe. Para os dirigentes (que vendem) e para a Rede Globo (que compra), o que interessa são os negócios, os "direitos de transmissão". E os clubes, cada vez mais "quebrados" ou falidos, são reféns da poderosa empresa de comunicação. E ela marca o jogo e o horário de acordo com seus interesses.

    A média de público do Barueri, nesta Série B, é de 977 torcedores.

    O time do Barueri está na lanterna do campeonato. Fez investimentos em jogadores caros, casos de Marcelinho Paraíba, Ronaldo Angelim e o irrecuperável Jobson. Destes, apenas o paraibano continua no time. Apesar do investimento, o Barueri não consegue sair da zona de rebaixamento. Tem o menor número de vitórias (3), menor número de pontos (13), o maior número de derrotas (15), o pior ataque (17), a segunda pior defesa (40). É contra esse time que o Atlético jogará nesta sexta-feira uma cartada decisiva.

    A musa do Barueri

    Que o Atlético não repita a atuação de Ipatinga nem a do primeiro tempo contra o Boa. Que não haja invenções nem escalação de volantes em demasia. Que os jogadores entrem em campo com vontade e determinação. Que seja a grande partida fora de casa e que ela traga de volta a nossa identidade. A identidade de um time vencedor, de um time respeitado, de um time grande. Que neste Sete de Setembro, nossos jogadores gritem a vitória!

    O maringaense Marcelo, quatro gols nessa Série B

    Pra cima deles, Furacão!!!



    Escrito por Luiz Carlos Schroeder às 07h43
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    É sempre bom voltar pra casa!

    Enfim, voltamos! Estamos em casa. Uma casa emprestada, é verdade. Mas é nossa! Casa alugada, também vale. E casa alugada, reformada, com cheiro de nova, é melhor ainda. Mesmo num dia feio e nublado, a casa estava bonita, colorida. Antes das três da tarde, em plena terça-feira de trabalho, com chuva e frio, mais de três mil pessoas já estavam a postos. Há vontade de Atlético, uma sede de Furacão, um desejo de ver o time crescer na competição. Os times se perfilaram para o hino. E não foi de frente para o público. Como gosta a Rede Globo, os times ficaram de frente para as suas câmeras. Afinal, pra eles e para os que vendem os direitos de transmissão, o público é apenas um detalhe. Mas, mesmo tendo os jogadores de costas para nós, cantamos o hino e nos preparamos para mais uma difícil partida da segunda divisão. Difícil em todos os seus aspectos. O estádio é simpático, mas acanhado; o jogo é  numa terça à tarde; a qualidade técnica da segundona é de entristecer.

    Mais uma vez o time começou apático, sem garra, às vezes desorganizado. Parecia que o comportamento de Ipatinga seria repetido. Parecia, mesmo, que os jogadores tinham comido a salada de cenoura com beterraba, de Itapinga. Lá, na sexta-feira, quando chegamos para jantar, havia no buffet uma salada rubro-negra, da qual os jogadores haviam comido instantes antes. Teria sido ela (a salada) a culpada pela vergonhosa partida no Vale do Aço?

    E não demorou para a zaga bobear. Numa falha infantil do zagueiro Naldo, a bola sobrou para o atacante do time de Varginha. Ele não bobeou. 1x0! E aí piorou. O time não se acertava em campo. Atabalhoado, tenso, nervoso. Assim estava o time, assim ficou a torcida. Jogadores não se entendiam dentro de campo. Torcedores não se acertavam com os jogadores. Entrou Marcelo, antes da primeira meia-hora. O time ficou um pouco menos lento, melhorou um pouco. Mas continuava desacertado, tocando mal a bola, não mostrando criatividade, errando passes. Em vez de a cidade olhar pro time, o time é que olhava pra ela. Veio o intervalo. Veio o sorveteiro. Veio o medo de perder mais pontos em casa. Enquanto os jogadores levavam uma "chuveirada" do professor Tião de Campos, nós nos deslumbrávamos com a bela visão que nos proporciona o Ecoestádio. Lado direito o Champagnat bem arborizado com os prédios do Bigorrilho ao fundo. De frente, o Barigui, seus bosques e seus lagos. À esquerda, o bosque do próprio estádio.

    E no segundo tempo, com a entrada do veterano e sempre comandante Paulo Baier, as coisas mudaram. O gaúcho entrou e foi logo dizendo a que veio. Em primeiro lugar, foi ao goleiro Weverton e pediu a faixa de capitão. É preciso ter moral pra fazer isso. E ele provou que tem. Em campo, organizou a equipe, comandou o meio campo, mais uma vez foi o maestro do time. Em duas jogadas saídas dos seus pés, dois gols de Marcelo (aquele que no meu time jogaria sempre, só pra endoidecer a defesa adversária). Na primeira, logo aos seis minutos, Baier descobriu o "pernalonga" Pedro Botelho, que foi à linha de fundo e cruzou rasteiro para trás. Marcão, inteligentemente, fez uma espécie de "corta-luz" (se agarrando com um zagueiro) e Marcelo entrou para empatar o jogo.  Doze minutos mais tarde, Baier cobrou uma falta com efeito, a bola caiu antes de chegar ao goleiro, este rebateu. Marcelo aproveitou e estufou as redes, 2x1! E foi o suficiente. Jogo sofrido, suado, batalhado. O que o time não produziu no primeiro tempo, correu e lutou de sobra no segundo. Nem vou falar da substituição do intervalo. Tinha que entrar, sim, Paulo Baier. Mas eu não entendi nem quero entender a razão da saída de João Paulo. Deveria ter saído Henrique ou até mesmo o Deivid. Afinal, João Paulo tem maior visão de jogo e um passe de qualidade. A substituição, na minha modesta opinião de torcedor, foi errada. Mas acabou dando certo e o time venceu. E isso ficou registrado no placar.

    De positivo, ainda, a faixa pedindo ao eleitor que jogue limpo e não venda o seu voto. Aliás, como era de se esperar, os candidatos - especialmente a vereador - aproveitaram o público para fazer panfletagem e propaganda. E não foram apenas os dois ex-jogadores, ambos ídolos da torcida rubro-negra (Paulo Rink e Ricardo Pinto). Muitos outros candidatos desfilaram pelas arquibancadas, pediram voto, distribuíram propaganda. Não tenho nada contra. Ao contrário! Viva a democracia! E, chegando em casa, abri o vinho. Vou tomar daqui a pouco. Para comemorar o retorno a Curitiba e mais três pontos, nada melhor que um bom tinto argentino. Hoje um D.V.Catena, malbec-malbec, safra 2005, 13,5% de álcool, produzido pela excelente Bodega Catena Zapata, de Mendoza. Que venham novos jogos, novas vitórias, novos três pontos. Que venha o G-4! Que venham muitos bons vinhos!

    Vamos subir, Furacão!!!



    Escrito por Luiz Carlos Schroeder às 20h16
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    Os inventos, aos cientistas!

    O torcedor é uma eterna fênix. Se for atleticano, já nasce fênix! E fênix não morre, renasce!. Na madrugada de sábado, lá em Ipatinga, se eu encontrasse o "professor" ou algum dos "alunos" certamente teria dito umas "muitas e ruins". Por isso mesmo fomos logo para o hotel - não sem antes quase "arrancar" o para-choque (que foi estacionado sobre o meio-fio) e errar o caminho. E, uma vez no hotel, antes que chegasse a delegação, tratamos de subir logo para o quarto. É melhor escrever sob emoção do que "brigar" sob emoção. Como diz aquele senhor de Paranaguá, "a boca que beija é a mesma que xinga".

    Amanhã, terça-feira, dia de trabalho, as 15h00, estaremos todos lá. Ou quase todos. Os que podem. Diz a metereologia que pode chover. Não tem cobertura no "Ecoestádio". Levarei um impermeável e um chapéu. Mas estarei lá. Mais uma vez. Apoiando quem tanto tem me decepcionado. É que (como mais de um milhão) sou um apaixonado. E, sendo apaixonado, sempre acredito. Agora, para evitar uma nova morte, há uma passarela. É possível deixar o carro no estacionamento do Parque Barigui e atravessar a BR-277 sem medo de ser atropelado.

    Com a ida a Ipatinga, já completei 23.637km em busca da classificação. Nesses vinte e um jogos gastei R$ 5.808,89, dos quais R$ 608,04 na última viagem - hotel (116,00), jantar (45,00), gasolina (106,00), ingresso (10,00) e passagem (331,04 em 6 vezes). Mas, nada como voltar a Curitiba. E nada como voltar a jogar em casa. Será nossa segunda partida em Curitiba como mandante. A primeira foi contra o Barueri, quando jogamos no Durival de Brito e Silva, há mais de três meses, no dia 1º de junho. Naquela noite fria, ganhamos de 3x0. Dois de Paulo Baier, um de Fernandão.

    Paulo Baier, braços levantados, comemora seu primeiro gol contra o Barueri

    Amanhã, sentarei nas cadeiras do Barigui, com cheiro de terra e grama. De certa maneira isso me lembra a infância. Naquela época, lá em Toledo, todos os "campos" tinham cheiro de terra e grama. E a nossa turma, para ganhar, não tinha medo de se sujar na terra vermelha. Se preciso fosse, comíamos grama! Mas lutávamos até o último minuto. Não fazíamos "corpo mole" nem usávamos salto alto. Até pés descalços jogávamos! E eu espero que o estádio ajude o time a recuperar sua dignidade. Que haja raça! E que o Atlético corra do primeiro ao último segundo.

    O (Janguitão) Janguito Malucelli está de cara nova. Cheio de tubos e canos. Espero que, nesta terça-feira, esse emaranhado de ferro seja a conexão para a retomada das vitórias, rumo ao G-4!. E que sejam os nossos adversários os únicos a entrarem pelos canos. Espero, sinceramente, que Tião (Ricardo Drubscky) de Campos não invente! Futebol sempre foi coisa simples. Que o professor deixe os inventos para os grandes cientistas! Faça apenas o "feijão com arroz"! Não complique!

    Pra cima deles, Furacão!!!



    Escrito por Luiz Carlos Schroeder às 21h31
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    Uma vergonha!

    Sou um atleticano de quase cinco décadas. Vivi momentos difíceis. Vi momentos de extrema pobreza futebolística. Passei por épocas em que o clube não tinha dinheiro para sequer comprar meias novas para jogadores campeões do mundo, caso de Djalma Santos. Sou de um tempo em que, por falta de orçamento, os jogadores ficavam em hotéis que nem sempre tinha chuveiro em todos os quartos. Estamos aqui no San Diego Suítes Ipatinga, um hotel de excelente padrão, dos melhores de Minas Gerais.

     

    Além de mim e minha mulher, também estão hospedados aqui o André Ricardo Guenzen e o Paulo Fernando da Silva. Todos viemos de Curitiba, às nossas custas, sem nenhum patrocínio, fazendo sacrifícios de natureza pessoal, tudo por amor ao Clube Atlético Paranaense. Neste mesmo hotel está hospedada a delegação atleticana. Aqui, em ótimas instalações estão jogadores que recebem salário em dia. Salários, aliás, bem acima da média dos pagos aos melhores e mais importantes executivos do país.


    Neste momento são 01h10m da madrugada de sábado, 1º de setembro de 2012. Há menos de uma hora chegamos do estádio. O André está emocionalmente abalado, triste, chateado com a atuação do time. O Paulo está extremamente desapontado, frustrado com o desempenho do time e a escalação que foi a campo.  Eu, em mais de 45 anos como torcedor, nunca havia ficado tão decepcionado e irritado com os jogadores como fiquei na noite desta sexta-feira. Para não usar outro qualificativo, considero rídiculo o comportamento do Atlético no empate de 1x1 contra o Ipatinga.


    Não vou discutir a escalação do Tião de Campos. O time que o professor mandou a campo estava totalmente desfigurado, descaracterizado, acovardado - longe, muito longe, das tradições da nossa camisa e da história do nosso clube. Não era nem a sombra do Furacão das últimas partidas. Nem mesmo era uma ventania. Sequer parecia uma brisa. Uma vergonha! O time - que tem jogadores do nível técnico de Paulo Baier, Ligüera e Elias - entrou em campo com quatro zagueiros, três volantes (Deivid, João Paulo e Zezinho), dois meia-atacantes (Henrique e Felipe), um atacante (Marcão).

     

    Não venham me dizer que Zezinho era meia de ligação ou meia-armador. Jogou com a camisa 10, mas não passou de mais um volante. Mais um para superlotar o meio-de-campo e não criar nada. Aliás, Zezinho nem sabia qual era a sua função. Entramos em campo, pois, para nos defendermos. Nos defendermos de quem? Do Ipatinga, um dos piores times da Segunda Divisão.


    Triste! Muito triste ver a camisa do Atlético vestindo um time sem coração, sem alma, sem espírito de luta. Um grupo de jogadores - salvo raríssimas exceções - sem vontade de vencer, sem disposição para lutar, sem ânimo para enfrentar mais um desafio. Uma equipe que mostrou jogadores sem brio, sem vigor, sem raça. Com esse tipo de comportamento, não chegaremos ao G-4. Ao final do campeonato, a continuar assim, não estaremos no grupo de acesso. A persistir esse baixo nível de comprometimento, continuaremos "um time de segunda".


    Esses jogadores, tratados a pão-de-ló, precisam se reunir e decidir o que querem. Querem subir para a Primeira Divisão? Então joguem como homens, como seres humanos sérios e compromissados com o seu trabalho, com o seu ofício,  com a sua profissão. Se não gostam do que fazem, desistam! Se gostam, enfrentem cada partida como se fosse a última de suas vidas, cada jogada como se fosse a grande batalha, cada disputa de bola como se fosse o momento mais decisivo de uma guerra.


    Não precisam vestir a camisa rubro-negra com amor. Isso, nós torcedores, fazemos - com orgulho e sem receber nada em troca. Não precisam beijar escudo como se amassem o Furacão. Isso, nós torcedores, nem precisamos fazer para provar nossa paixão! Mas honrem a camisa do Clube Atlético Paranaense. Sejam dignos do que fazem e dos altos salários que recebem. Se falta qualidade técnica ou treinamento, que não faltem a garra e a determinação! Não precisam ser craques! Sejam, ao menos, profissionais!



    Escrito por Luiz Carlos Schroeder às 01h23
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