Meu Perfil
BRASIL, Sul, CURITIBA, Homem, de 46 a 55 anos, Livros, Viagens, Vinhos e Atlético Paranaense.



Histórico


    Votação
     Dê uma nota para meu blog


    Outros sites
     Atlético Paranaense
     Furacão.com
     UOL - O melhor conteúdo
     Esporte Brasil
     Meu Furacão


     
    UM FURACÃO PELO BRASIL, blog passional de luiz carlos schroeder


    A última imagem!



    Escrito por Luiz Carlos Schroeder às 11h28
    [] [envie esta mensagem] []



    O balanço final!

    Dez dias depois - nível normal de adrenalina, ansiedade controlada, racionalidade plena, emoção equilibrada – volto a escrever sobre o que já é passado, sobre o já ficou pra trás, sobre o que já não existe mais: o Atlético na segunda divisão. Foi uma aventura acompanhar o nosso time nesta campanha. Sempre achei que fosse difícil, que não seria nada fácil, que duas vagas já estavam garantidas (América-MG e Ceará) e sobrariam outras duas. Mas jamais pensei que sofreríamos até o último momento. E sempre achei que seria difícil, porque – ao contrário de muitos que se apaixonaram – eu nunca acreditei no treinador uruguaio. E, se ainda restava alguma dúvida, deixei de ter qualquer esperança no dia em que ele, ainda no campeonato paranaense, escalou o Manoel como centroavante. A gota final foi em Maceió, quando colocou Héracles com a camisa 10, dando-lhe a responsabilidade de armar as jogadas de ataque.

    Juan Ramón pegou a estrada e foi embora

    Assim como não acreditei no Carrasco, também não botei fé no menino chamado Harrison. Ele não me seduziu , não me encantou, sequer me entusiasmou. Vi ali um novo Alex (esse do coxa). Um jogador que joga olhando pro chão, não levanta a cabeça, demonstra pouco tesão, parece estar sempre deprimido, tem jeito de quem na véspera perdeu pai e mãe. Como eu não tenho bola de cristal nem sou pitonisa, o futuro pode até me contrariar e ele vir a fazer sucesso momentâneo em algum time brasileiro ou mesmo em futebol de baixo nível como o turco. Também não gostava do goleiro Rodolfo. E comentei que ele falhara em Varginha e Maceió. Parecia estar dormindo em alguns momentos do jogo. Às vezes saltava atrasado, noutras rebatia no pé do atacante. Depois, ele mesmo confessou sua dependência à droga. E sabemos que nenhum usuário de álcool ou drogas mantém absolutamente normais os seus reflexos.

    Alan Bahia também foi viver outros mares

    Mas eu não acerto em tudo. Aliás, eu acerto muito pouco. Estou muito longe de ser Deus nem sou dono da verdade. Tive decepções nas minhas previsões. Thiago Adam, que tinha boa altura e ótimo toque de bola, não engrenou. Edigar Júnio - aquele que, igual ao nome, sobra onde não precisa e falta onde é necessário – não disse a que veio. O tal do Taiberson corre muito e pensa pouco. O Furlan, como todo menino “forte e cheio de saúde”, torceu o tornozelo no primeiro buraco em que pisou. Surpresas boas ficaram por conta de Cléberson, um zagueiro que trata a bola com estilo e elegância, e Marcelo, um atacante que corre bem, dribla melhor, chuta com qualidade e força. Cléberson, se não se apaixonar por si mesmo, é sucesso garantido. Marcelo, se olhar menos para o espelho, será jogador de seleção. Humildade nunca fez mal a ninguém. Já disse aqui e repito: bater pênalti não é coisa para iniciante. E bater pênalti em decisão é coisa para maestro.

    Cléberson, o herói da partida final

    Ao fazer um balanço, não é possível esquecer Paranaguá. Povo acolhedor, ruas estreitas, frutos do mar em abundância e poucas vagas pra estacionar. Estádio razoável, arquibancadas amplas e sujas, gramado pesado, muita serra pra subir depois do jogo. Não deu certo. Foi um desastre. Lá tivemos as nossas únicas duas derrotas “em casa”. Claro que o diminutivo Jorginho, e sua demasiada covardia, tiveram grande parcela de responsabilidade. Mas até hoje não me convenci – nem quero me convencer – do acerto das retrancas do pequeno (será sempre pequeno) Jorge. Naquelas duas derrotas ele contrariou a sua própria lógica: de recuar após fazer um gol. Naquelas duas belas tardes de sábado ele recuou o time mesmo sem fazer gol.

    A bela Paranaguá

    Um campeonato com três momentos especialíssimos e inesquecíveis.  O jogo disputadíssimo e emblemático contra o América-MG, no Ecoestádio. A vitória de lavar a alma em Salvador. A alegria completa em São Caetano. Esses três jogos foram para esquecer os de Maceió, Campinas e Bragança Paulista. Mas nem sempre os jogos fora de casa foram iguais à sofrível atuação de Ipatinga. Vencemos dez vezes como visitante, apenas onze como mandante. Fora de casa, fizemos a segunda melhor campanha; em casa, ficamos em sexto. Depois do mar morto de Carrasco e as tempestades malcheirosas de Jorginho, a bonança dos tempos de Tião de Campos. Grande Tião! Com o professor Sebastião Ricardo Drubscky de Campos, perdemos apenas duas partidas, contra Goiás e Bragantino, ambas longe de casa. No primeiro turno, sem ele, havíamos perdido sete jogos. Das treze rodadas que passamos no G4, nove foram sob seu comando. Para quem não liderou o campeonato em nenhuma das trinta e oito rodadas, o terceiro lugar foi uma boa colocação.

    Boas férias, Tião!

    Eu poderia fazer uma análise individual dos jogadores. Mas isso os comentaristas de futebol, especialistas ou não, já fizeram. Todos já escreveram e falaram à exaustão. Eu – e todos os que acompanham este blog já sabem – sou um torcedor. Um torcedor apaixonado. E, como torcedor apaixonado, tenho direito de ter preferências. Não só de ter preferências. Tenho o direito de não gostar. Não gosto do Derley, a mula! Não gosto do Elias, que joga de cabeça abaixada, é lento e tem pouca inteligência. Mas gosto muito do João Paulo, pela técnica, pela garra e especialmente pela tranquilidade. Gosto do Marcelo, a quem defendi quando a maioria queria pisar na sua cabeça. Claro que tenho medo que ele (o Marcelo) pegue, por contágio, a doença do Manoel e passe a se achar um craque. Craque no Brasil de hoje, só o Neymar! Não preciso nem falar que gosto de Paulo Baier. E lamento que ele esteja chegando ao fim. Eu renovaria o seu contrato, o colocaria em alguns jogos, faria uma grande festa de despedida ao final do campeonato brasileiro de 2013. Mas isso é olhar de torcedor apaixonado. Como dirigente, faria um jogo de despedia ao final do campeonato paranaense. Mas, antes, prestaria uma grande homenagem. Está na hora do Atlético fazer a galeria dos seus grandes heróis. É preciso homenagear os que ainda estão vivos. Temos pelo menos um time inteirinho de grandes ídolos, ainda vivos: Roberto Costa; Djalma Santos, Belini, Alfredo e Júlio; Alex, Kléberson e Nivaldo; Sicupira, Washington e Assis; dentre tantos outros.

    Paulo Baier, a própria legenda

    Foi viajando para apoiar o Furacão nesse ano de brisa e ventania que conheci o “leite quente” e a “nave do ET” em Varginha. Lá tive o prazer de conhecer vários atleticanos, dentre eles irmãos e sobrinhos do massagista Bolinha e atleticanos de primeira linha, como Paulo Fernando da Silva (que esteve presente em todos os jogos do Atlético), Gabriel Robles De Césaro (reside em Uberlândia) e Wagner Corrêa (mora em Ribeirão Preto). Em Maceió, além da boliviana que faz ótimas tapiocas, conheci o Giuliano Oliveira (que esteve em vários jogos fora do Paraná), além de César Nedopetalski (nascido em Irati) e seu filho Caio César, ambos residentes em Recife. Estes dois, pai e filho, foram a todos os jogos no Nordeste: Maceió, Fortaleza, Goianinha, Natal, Salvador e Arapiraca. Na Fortaleza das boas cachaças – e de um ótimo restaurante de carnes argentinas, o Cabaña del Primo – tive o prazer de conhecer o pontagrossense que lá reside, Gilberto Abib  (e seu filho, do mesmo nome). Nestas viagens conheci outros dois curitibanos que estiveram na maioria dos jogos; Juninho Baulhout (que vi pela primeira vez em Varginha) e André Ricardo Guenzen (que conheci pessoalmente em Belo Horizonte).


    Em Recife, Alexandre, César e Caio comemorando a classificação, após o último jogo

    Em Campinas, naquela triste tarde de sábado, conheci vários atleticanos, cujas lembranças estão pra sempre na minha retina. Logo na entrada do estádio o mecânico paulistano Juliano Pinto e sua noiva Amanda. Que gentilmente emprestaram o automóvel para que todos guardassem nele seus pertences, pois a polícia campineira é a única do mundo que não deixa torcedor entrar com mochila ou sacola no estádio. Lá conheci também o Anderson Moraes Lemes Rosa, sua esposa e seu filhinho Joaquim, que moram em Uberlândia, onde ele trabalha com atletismo. Naquela tarde também encontrei pela primeira vez o Robson Silva (que mora em Curitiba) e sua namorada Bruna (de Sumaré-SP). No Brinco de Ouro conheci também o Fernando Brito e a Tati (que me prometeram convite de casamento), que depois revi em Barueri, Bragança e (à distância) em São Caetano.


    A Campinas irei, pra ver Fernando e Tati casar

    Mas também tive a oportunidade de conhecer atleticanos que nunca vi, quem sabe um dia os abrace pessoalmente. Gente como o motorista Val Forgatti, que mora e - pensando no futuro - trabalha muito em Boston. Ou como o engenheiro Alexandre Haag Filho, que vive o descanso da aposentadoria em Buenos Aires. O hoteleiro de Araxá, Leandro Furtado, que sempre comentava o blog e nunca perdeu as esperanças. O Lincoln Barison Fernandes, de Dourados, lá no Mato Grosso do Sul, conhecido na cidade como “o professor atleticano”. Não posso esquecer do Diego Baya, cidadão do mundo, em cada cidade um flash com a camisa rubro-negra. E gente da qualidade de Rodrigo Marsen, que mesmo sendo de Curitiba nunca encontrei pessoalmente, mas que ficava me procurando entre os torcedores atleticanos nas imagens da televisão. E o Silvio César Ávila, nascido em Ponta Grossa (eu achava que ele era de Cianorte, me corrigiu) e morador de Santos, onde trabalha na Petrobrás. São atleticanos como esses os grandes responsáveis pela nossa ascensão. Mesmo longe, às vezes em outros países, não deixam de demonstrar o carinho, a paixão e o amor que sentem pelo Atlético. É pura energia positiva!


    Em Boston, Val Forgatti e sua filha Valentina

    Sim! Antes que me perguntem, já respondo afirmativamente. Eu faria tudo de novo! Só eu sei os momentos que vivi após jogos ridículos e sofríveis – dignos de times de várzea - como os de Maceió (2x0 para o rebaixado CRB), Campinas (2x1 para o rebaixado Guarani), de Ipatinga (1x1 com o rebaixado Ipatinga) e Bragança Paulista (2x1 para o péssimo Bragantino). Para esses quatro times, dos vinte e quatro pontos disputados, perdemos dezessete! Em algumas situações, vendo as derrotas e a contínua caída na tabela, me imaginei sendo o único atleticano na torcida visitante. Foi muita pretensão minha. Em nenhum jogo, nem nos piores momentos, nem na mais longínqua cidade, havia menos de trinta atleticanos. Foi o caso de Ipatinga, numa sexta-feira, as dez pras dez da noite. Paixão não se explica. A paixão pelo Atlético não precisa de explicação!

    A comemoração pela classificação

    Pra cima deles, Furacão!!!



    Escrito por Luiz Carlos Schroeder às 11h11
    [] [envie esta mensagem] []



    SEM INTERNET

    Aos amigos do Blog!

    Estou ainda sem internet na minha nova casa, em Nova Petrópolis, na Serra Gaúcha. Mas ainda esta semana postarei um balanço da caminhada atleticana pela segunda divisão. Falarei também da minha experiência, das coisas boas e ruins, dos amigos que fiz, da alegria de ser torcedor do Furacão.

    Para o próximo ano, ampliarei este espaço. Manterei comentários sobre futebol, especialmente sobre o que nos une: o Clube Atlético Paranaense. Mas falarei também sobre literatura, viagem, vinho, poesia e gastronomia. E sobre isso tudo escreverei despretensiosamente, sem nenhum conhecimento profissional. Escreverei - como fiz neste blog - por absoluta paixão!

    Aguardem!



    Escrito por Luiz Carlos Schroeder às 11h19
    [] [envie esta mensagem] []




    [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]